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As iniciativas de conservação florestal na Amazônia e na África são tema de evento do IIS em Paris

Diante de um auditório para 150 pessoas lotado, os diretores do Instituto Internacional para Sustentabilidade Bernardo Strassburg e Agnieszka Latawiec foram palestrantes no Global Landscapes Forum, em Paris. Os diretores dividiram o tempo de apresentação e abordaram a atuação do Instituto na elaboração de estudos científicos de impacto, na contribuição para a implementação da ciência da sustentabilidade no país e na formação de políticas públicas, como a estruturação do Plano Nacional de Proposta para Recuperação da Vegetação em Larga Escala (PLANAVEG).

O IIS coordenou e palestrou na sessão “Scaling up restoration, bringing down poverty – an assessment of opportunities and risks, from the Amazon to Africa’s Mayombe Forest”, ocorrida no dia 5 de dezembro no Le Palais des Congrès, e realizado em parceria com a brasileira Agroicone, a sul-africana Augeo e o Ministério do Ambiente de Angola. “Os esforços no processo de recuperação da Amazônia e de Mayombe podem ser ampliados através da economia da restauração”, defende Strassburg.

Além dos diretores do IIS estavam presentes a ministra do Ambiente de Angola, Maria de Fátima Jardim; o ministro do Desenvolvimento Sustentável do Congo, Kenri Djombo; a diretora executiva da Association for Tropical Biology and Conservation, Robin Chazdon; o diretor geral da Agroicone, Rodrigo Lima; e o presidente do Conselho da AMATA, Roberto Waack. As discussões focaram na necessidade de incluir o reflorestamento em escala global nos debates da COP21, de forma a ampliar a troca de experiências, estimular a redução dos custos e inclusão dos benefícios de restauração para a população local.

“No IIS desenvolvemos estudos científicos para analisar diferentes modelos de restauração, como o passivo, onde a área a ser recuperada é cercada e então feito o acompanhamento ao longo do tempo, e o ativo, que necessita da intervenção humana, que pode acontecer com o tratamento do solo e a inserção de espécies nativas, por exemplo. Neste último podemos fortalecer a economia da região através da criação de viveiros, gerando renda para a população, dentre outras maneiras”, afirma Strassburg.

O Instituto ainda lançou a publicação “Sustainability indicators in practice”. Organizado pelas dras. Agnieszka Latawiec e Dorice Agol, o livro explora as oportunidades e desafios na aplicação prática dos indicadores de sustentabilidade, através de estudos de caso. “Buscamos analisar os contextos econômicos e socioambientais em cada caso, com a ajuda de profissionais experientes das mais diversas áreas de atuação”, explica Latawiec.

O vídeo com a apresentação dos diretores do IIS e dos demais palestrantes da sessão está disponível neste link

 

Resultado da COP21

 

Apesar de o acordo final da COP21 - ocorrido no dia 12 de dezembro - não explicitar os investimentos em restauração, o diretor executivo do IIS acredita que o resultado da Conferência foi positivo e que abre novos caminhos para políticas de restauração no futuro. “Quase 200 países confirmaram que as mudanças do clima são um problema grave e que necessita de ações urgentes e em conjunto para impedir que o planeta aqueça 2ºC até 2100, e é inevitável que este tema passe por políticas que considerem a restauração florestal. Parte da verba destinada para frear o aquecimento global nos países em desenvolvimento certamente será destinada para este fim, e prosseguiremos no nosso trabalho de identificação das melhores maneiras de restauração de acordo com o tipo de solo e as necessidades de cada situação”, declarou Strassburg. 

 

 

 

 

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