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Estudo comprova que é possível implantar florestas nativas com fins econômicos no estado de São Paulo

A Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo apresentou, em evento realizado no dia 25 de abril em São Paulo/SP, os resultados de estudo que comprovam a viabilidade na implantação de florestas nativas com finalidade econômica e ecológica no estado. O evento contou com a presença do Instituto Internacional para Sustentabilidade e de representantes de outras organizações não-governamentais, órgãos do governo, instituições acadêmicas e empresas.

O estudo “Instrumentos para viabilizar a implantação de florestas nativas com finalidades econômicas e ecológicas” foi desenvolvido no âmbito do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da SMA/SP, por meio de contrato entre a organização e o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais – IPEF. A motivação para seu desenvolvimento surgiu a partir de duas questões levantadas pela SMA/SP: o que é preciso fazer para viabilizar a implantação de reserva legal? E como fazer para a reserva legal ser vista como uma oportunidade?

Primeiramente foi realizado o levantamento das espécies de flora importantes, assim como sua caracterização, e em seguida definidas espécies para a geração de produtos madeireiros e para não madeireiros. Os dados levantados pelo estudo mostraram um déficit de dois milhões de hectares no estado de São Paulo, que podem ser revertidos através da implementação de reservas legais ou áreas de proteção ambiental. Para o levantamento foram selecionadas áreas prioritárias, de acordo com critérios como a análise das micro bacias, o risco de contaminação, a biodiversidade existente e outros.

O resultado do estudo nas áreas prioritárias comprovou a viabilidade econômica na implantação de florestas nativas, sendo necessário fornecer uma linha de crédito para financiar o produtor nos primeiros 20 anos, quando a atividade torna-se lucrativa. Algumas espécies não madeireiras possuem um lucro menor, porém com renda contínua; já as madeireiras demoram mais tempo para crescer, mas garantem um retorno financeiro maior. Mesmo em comparação com a pecuária, o uso de reserva legal mostrou-se mais viável em diversas localizações.

“O estudo é muito interessante e extremamente importante. Mesmo sabendo que plantar florestas ainda não é o melhor negócio para o produtor, precisamos mudar esta cultura de que floresta é ruim. Um estudo como este é um primeiro passo para esta mudança, mostrando que é viável usar florestas nativas com finalidade econômica e ecológica, ou seja, mostrando que é uma alternativa. É necessário que cada vez mais estudos como este sejam feitos para dar subsídios para o desenvolvimento de projetos e políticas públicas”, afirmou Helena Alves Pinto, analista ambiental do IIS.  

O resultado do estudo será disponibilizado no site da SMA/SP.

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