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IIS participa de evento sobre melhoria de pastagens em São Luiz do Paraitinga

A gestão integrada da paisagem pode ser uma boa alternativa para o aproveitamento da terra na atividade agropecuária. Esse é o caso dos sistemas silvipastoris, tema do “Encontro e prosa para a melhoria de pastagens”, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) e pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento/CATI, em São Luiz do Paraitinga/SP, nos dias 10 e 11 de dezembro.

“O objetivo maior foi fomentar o interesse de produtores rurais do município de São Luis do Paraitinga e de técnicos da região, na implementação de sistemas de produção diferenciados do que se tem utilizado nesta região, e que poderiam contribuir com o incremento da renda da atividade de pecuária, tanto para gado de corte quanto para produção de leite”, explica o especialista em pecuária do Instituto Internacional para Sustentabilidade, Márcio Rangel, que esteve no encontro.

Em convergência com a proposta do evento, o IIS tem contrato de consultoria com a SMA para uma série de ações e produtos, onde se destaca a proposição e construção de cenários futuros, que podem considerar a atividade econômica hoje mais estabelecida e predominante na bacia do Paraitinga: a pecuária.

O evento e o contrato do IIS estão inseridos no contexto do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável, executado pela CATI, para alcançar a sustentabilidade social, econômica e ambiental da agricultura familiar. O projeto visa incentivar a conservação e implantação de sistemas produtivos mais sustentáveis, visando melhorar o desempenho das atividades na propriedade rural. Em especial, busca-se a conversão de pastagens degradadas em sistemas mais sustentáveis, como os silvipastoris.

Os sistemas silvipastoris se caracterizam pelo manejo integração planejada de árvores, pastagem e gado numa mesma área ao mesmo tempo, com o objetivo de incrementar a produtividade.

“De um lado existe uma integração na composição da paisagem que alia a produção de forragem, com a presença de árvores junto ao sistema produtivo. Por outro lado, quando ocorre a presença de um número significativo de árvores a produção de forragem pode ser comprometida”, observa Rangel.

O obstáculo é a abrangência predominante no território brasileiro de forrageiras como as braquiárias, de países tropicais, logo, voltadas à máxima produção na condição de sol pleno. A produção de forragem precisa de incidência luminosa diária, tornando a sombra das árvores uma desvantagem. No entanto, essa condição pode ser revertida com o tipo de capim utilizado na pastagem, se for mais resistente à sombra, por exemplo o tifton.

Como vantagens, o sistema silvipastoril também permite que as árvores nativas continuem no ambiente, além da sombra que proporciona maior conforto aos animais.

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